Marandu'i G20 pegua 28 - Ijakáso y rehegua Guarani ha Kaiowá Mato Grosso do Sulpe
Jepy’apy tuicha Guarani ha Kaiowa ombohovái Mato Grosso do Sulpe ye’ÿre heta jeikoasy upéagui. Tekoha Guaivirýpe. Pehendu marandu’i peikua’ave haguã.
Poranduhára: Che réry Rosicleia, Kaiowá, aiko Tekoha Guaivirýpe, upéva tetã’i Aral Moreira, estado Mato Grosso do Sulpe. Ha’e peteī retomada Guarani ha Kaiowá ojapo akue upépe ojeiko 28 família ha 150, 200 oiko hente kuéra upépe. Ojapóma 13 ára ro'y roime akue ko’ápe. 18 jasypateī 2011 jave akue ojehu retomada, uperõ guáre omokañy akue hikuái omoakãva retençãokuemi Nísio Gome ko’ánga peve.
Hetaiterei roguereko romombe’userõ ore jeikoasy, ko’ápe amombe’úta ijetu’uvéva ore ndie ha’e y rehegua. Ko retomada pe heta oī hente kuéra oiko asy hikuai yguigua. Ore rojepy’apy tuicha eterei.
Ndoroguerekói y enkanada. Ha umi mburuvicha karai kuéra he’i ore roimeha yvy oñemarka’eÿva pe hetama roiko asy upéagui.
Ore rogueroja y ysyry hérava Hyepyendy ha yvugui. Avei oī tuicha jepy’apy ha’e roime umi agronegócio pa’üme ha’e kuéra ombohasa jave umi veneno agrícola ho’apa ore yguápe ha yvu pe upéicha ore roipuru, rojahu ha roi’u haguã.
Upéicha jave ore rasy pa roguereko tye rasy, chiri ore akã rasypa umi veneno imbarete tereígui. Umi tuja ha guãigui kuéra ohasa asy ogueru haguã y.
G20 Ko ne'ë ryepype, õi tuicha mba'e porãrãme, mba'e gueru, ava kuérape (povos indígenas), upéicha rupi, onhehenduka, imba'e jurure, justiçare ha sustentabilidade.
Escassez de água potável entre os Guarani e Kaiowá em Mato Grosso do Sul
As condições de vida em muitas áreas Guarani e Kaiowá de Mato Grosso do Sul revelam uma situação difícil para a manutenção desses povos. Um dos problemas que enfrentam é a falta de água potável. É o caso da aldeia Guaiviry. Ouça o boletim e saiba mais.
Repórter: Meu nome é Rosicleia Almeida. Moro na aldeia Guaiviry, localizada no município de Aral Moreira, estado de Mato Grosso do Sul. É uma área de retomada, reivindicada pelo povo Kaiowá. Atualmente vivem nela cerca de 28 famílias, quase 200 pessoas. A retomada existe há 13 anos. No dia 18 de novembro de 2011 ocorreu a ocupação da área. Nesse evento de resistência, o corpo do cacique Nisio Gomes foi ocultado.
Entre os diversos problemas que nos assolam, apresento aqui um problema grave, que é a falta de água potável. Na retomada há várias famílias, inclusive idosos e crianças, que sofrem com a falta de água, o que é motivo de grande preocupação. Não temos água encanada e a explicação oficial é porque estamos morando em uma terra que ainda não foi demarcada. Há muito tempo estamos sofrendo com isso.
Buscamos água no rio e na nascente, mas o problema mais grave é que ficamos no meio de terras usadas pelo agronegócio. Muitas vezes, quando passam o veneno, cai tudo no rio, e temos que tomar banho e beber água assim mesmo. Muitas vezes ficamos doentes, com dor de barriga, diarreia e dor de cabeça, porque o cheiro do veneno é muito forte. Os idosos, principalmente, sofrem muito com isso, sobretudo para a água do rio para consumo próprio.
Neste contexto, o G20 se torna um importante espaço de reivindicação dos direitos dos povos indígenas, promovendo a inclusão de suas vozes nas discussões globais e a luta por justiça e sustentabilidade.
Os boletins no idioma Guarani-Kaiowá são produzidos, traduzidos e gravados por egressos, estudantes indígenas e professores do Curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Universidade Federal da Grande Dourados, no estado do Mato Grosso do Sul.