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Boletim G20 Ed. 268 - A Cúpula do G20 Social não é o fim, mas o começo: participação social é legado incontestável da presidência brasileira do G20

O país que já foi palco da Eco-92 e da primeira edição do Fórum Social Mundial novamente traduz diversos idiomas a uma mensagem comum: não há chances de um mundo mais justo e de um planeta mais sustentável sem escuta da sociedade civil organizada. Ouça a reportagem e saiba mais.

17/11/2024 12:15
Reportagem: Franciéli Barcellos

Repórter: Em um cenário muito distinto das reuniões ministeriais do G20, as bandeiras dos países deram lugar às bandeiras dos movimentos, o terno e gravata aos bonés com as mais diversas siglas e o silêncio protocolar ao barulho da democracia. 

Em um armazém da zona portuária do Rio de Janeiro, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, representando as maiores economias do mundo, recebeu a Declaração Final do G20 Social, elaborada pelos grupos de engajamento e pelos movimentos populares. Um texto histórico, clamando por compromissos ambiciosos para superar desafios mundiais profundos.

No palco, lado a lado, estavam autoridades e representantes de movimentos sociais. Assistindo o ato, mais de cinco mil pessoas acompanharam o presidente Lula afirmar que a Cúpula do G20 Social não é o fim de um processo, mas como o início de uma nova etapa. 

Lula: A economia e a política internacional não são monopólio de especialistas e nem de burocratas. Elas não estão só nos escritórios da Bolsa de Nova York ou da de São Paulo, nem só nos gabinetes de Washington, Pequim, Bruxelas ou Brasília. Elas fazem parte do dia a dia de cada um de nós.

Repórter: O recebimento da Declaração do G20 Social ocorreu após meses de agendas e atividades na zona portuária carioca, com centenas de atividades autogestionadas e mais de 37 mil pessoas presentes. Sintetizando os temas prioritários da presidência do G20, o presidente Lula citou o combate à fome, como uma pauta global urgente.

Lula: O G20 tem que acontecer todo santo dia no nosso dia a dia, porque são 733 milhões de pessoas que vão dormir toda noite sem ter o que comer. O mundo gastou no último ano 2,4 trilhões de dólares em armamento e não gastou quase nada para dar comida para as pessoas que precisam tomar café de manhã, almoçar e jantar.

Repórter:  Em nome do presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, o ministro das Relações Exteriores do país, Ronald Lamola, afirmou que o Brasil elevou o patamar de uma presidência do G20 e garantiu que a África do Sul está pronta para o desafio de um G20 Social.

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