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Boletim G20 Ed. 277 - Em declaração histórica, líderes do G20 se comprometem com taxação dos bilionários, combate às desigualdades e ações pelo clima

Declaração do Rio de Janeiro destaca apoio a temas inéditos que são marca da presidência brasileira no G20. Ouça a reportagem e saiba mais.

22/11/2024 15:34 - Modificado há 4 meses
Reportagem: Mara Karina Sousa-Silva

Repórter: Inclusão social, combate à fome e a pobreza; apoio à tributação dos bilionários; medidas pela transição energética; reforma da governança global; celeridade nas ações pelo clima e apoio à COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que acontece em 2025 em Belém do Pará, no Brasil. Esses são os compromissos centrais da histórica Declaração de Líderes do G20 do Rio de Janeiro.

O documento foi aprovado por todos os países-membros e reforça o papel do G20 por abordar os desafios globais e promover o crescimento econômico forte, sustentável e inclusivo. Nele, os líderes reafirmam o compromisso com temas cruciais para o futuro global, como destacou o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva

Lula: Neste ano, realizamos mais de 140 reuniões em 15 cidades brasileiras. Voltamos a adotar declarações consensuais em quase todos os grupos de trabalho. Trabalhamos com afinco, mesmo cientes de que apenas arranhamos a superfície dos profundos desafios que o mundo tem a enfrentar. Depois da presidência sul-africana, todos os países do G20 terão exercido, pelo menos uma vez, a liderança do grupo. Será um momento propício para avaliar o papel que desempenhamos até agora e como devemos atuar daqui em diante. Temos a responsabilidade de fazer melhor.

Repórter: Entre os principais destaques na agenda de inclusão social está o lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, proposta pelo Brasil. A Aliança já conta com a adesão de 82 países. Ao final do G20 no Brasil, o presidente Lula transmitiu a presidência do grupo à África do Sul.

Lula: É com essa esperança que passo o martelo da presidência do G20 para o presidente Ramaphosa. Esta não é uma transmissão de presidência comum – é a expressão concreta dos vínculos históricos, econômicos, sociais e culturais que unem a América Latina e a África. Agradeço a todos os que contribuíram com a presidência brasileira, em especial as pessoas que trabalharam para viabilizar os resultados que alcançamos. A África do Sul poderá contar com o Brasil para exercer uma presidência que vá além do que pudemos realizar. Lembro as palavras de outro grande sul-africano, Nelson Mandela, que disse: é fácil demolir e destruir; os heróis são aqueles que constroem.

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