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POD20 BRASIL

POD20 Brasil #4 - Y20, a voz da juventude no G20

O Y20 (Youth 20) é o grupo de engajamento da juventude que discute e propõe políticas públicas para os integrantes do G20. Este ano, o Y20 também é presidido pelo Brasil. Nesta entrevista ao POD20 Brasil, o presidente do grupo, Marcus Barão, fala sobre as propostas dos jovens nas áreas de meio ambiente, educação, combate à fome, emprego digno.

10/07/2024 07:00 - Modificado há 9 meses

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Transcrição do episódio

Carlos Alberto Jr.: Eu vou fazer um desafio rápido aqui para você. Pense em algum momento de grandes transformações sociais que não tenha tido a participação decisiva dos jovens. Difícil lembrar, né? Pois é, a juventude esteve presente em todos os momentos importantes da história e não poderia ser diferente no G20.

Desde 2010, o Y20 participa dos debates da sociedade civil, apresentando sugestões de políticas públicas para os integrantes do G20. E agora, a presidência do Y20 também está com o Brasil até o final do ano, com uma agenda que inclui propostas para o meio ambiente, combate à fome, educação, emprego digno e muitas outras pautas de extrema relevância. E quem vai contar essa história é o Marcus Barão, presidente do Y20.

Eu sou Carlos Alberto Júnior e esse é o Pod20 Brasil. Marcus Barão, bem-vindo ao Pod20 Brasil, podcast oficial do G20. Você é o chair do Y20, da sigla, Y da sigla em inglês de Youth, Juventude 20, um dos grupos de engajamento do G20.

A gente vai falar bastante sobre esse grupo tão importante para as discussões do G20, mas eu vou pedir primeiro para você fazer uma breve apresentação sua antes da gente começar esse bate-papo.

Marcus Barão: Bom, Carlos, primeiramente, muito obrigado pelo convite. É uma alegria estar aqui com vocês. Quero cumprimentar as pessoas que nos escutam agora e participam desse diálogo com a gente. Eu sou Marcus Barão, trabalho com Juventudes e Políticas Públicas Juventudes há 15 anos no Brasil e também em diferentes espaços de participação juvenil pelo mundo. Já estive na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, na Iberoamérica, no Mercosul, no BRICS e agora tendo a oportunidade de vivenciar essa presidência brasileira inédita na história do G20.

Dentro do G20, nós temos o grupo de juventude, o grupo oficial de engajamento da juventude do G20, que é o Y20. O Y vem, exatamente como você falou, da palavra youth, juventude, em inglês e é um grupo oficial de engajamento de um segmento decisivo da sociedade mundial, da sociedade civil, que são as juventudes. Um dos grupos de engajamento mais antigos e sólidos que a gente tem no G20.

Então, só para a gente ter como parâmetro, o Y20 existe desde 2010 e, desde 2010, ele tem trabalhado na mobilização, na organização, na capacitação e na construção de espaços de negociação para que a gente consiga alcançar, em cada presidência, novos consensos em temas e termos que sejam apresentados como prioritários para as juventudes dos membros do G20, com o objetivo final de que esse documento, que essa mobilização, alcance influência, incidência na Cúpula de Líderes, pautando o que as juventudes entendem como prioridade para suas próprias trajetórias, mas também para toda a comunidade mundial, comunidade internacional, para todo o G20, considerando, sobretudo, que essa é a maior geração de jovens da história do planeta.

Carlos Alberto Jr.: Olha só, muita coisa importante aí, que responsabilidade para vocês. Então, vamos começar pelo começo. Y20, juventude, como é que surge essa articulação internacional entre grupos de juventude de diversos países? Como é que vocês se articulam a ponto de serem reconhecidos oficialmente pelo G20 para que possam fazer parte e estar nesse guarda-chuva do G20 social e participar dos debates? Conta um pouquinho dessa história para a gente.

Marcus Barão: É muito boa essa pergunta. E olha, na verdade, não tem nenhum grande processo da história recente, nos últimos dois séculos, de revolução, de resistência, de inovação, de grandes mudanças em que as juventudes não tenham, no mínimo, sido participantes ativos.

Mas, na maior parte, historicamente, tanto no nível político quanto social, cultural, a juventude cumpre um papel muito importante do tensionamento com o status quo, na reflexão daquilo que poderia ou pode ser a sociedade, a apresentação de novas perspectivas. E, particularmente, aqui no Brasil, a gente vivenciou isso. A própria luta pela democracia no Brasil, pelas políticas sociais, a própria construção do que é a Política Nacional da Juventude, com a conquista de uma Secretaria Nacional da Juventude, um Conselho Nacional da Juventude, uma emenda constitucional que inclui jovens de uma maneira explícita na Constituição, um Estatuto da Juventude, as Conferências Nacionais, todos esses elementos e as inúmeras vezes que a população foi às ruas, com uma participação muito significativa da população jovem, em todos esses momentos, a população jovem realmente tem se colocado como protagonista.

Isso, talvez, Carlos, faça parte de uma característica de cada geração, mas, especificamente, desse recorte demográfico de uma etapa de vida, que é uma etapa com muita energia, com muita vontade de mudança, com muito desejo de descobrir qual é o meu lugar no mundo, eu quero participar das tomadas de decisão, isso me afeta, eu quero ser protagonista, quer dizer, eu tenho direitos. Então, essa característica revolucionária que a gente percebe ao longo da história e a gente continua percebendo hoje na população jovem, ela também se manifestou no G20. Então, se a gente for olhar para os grandes, sejam espaços como o G20, um grande fórum de consertação para uma agenda de desenvolvimento do mundo, ou até nos organismos multilaterais, todos eles a gente tem estruturas que são associadas às juventudes, que as juventudes reivindicam, historicamente, esse espaço.

Então, não foi diferente no G20. O que acontece é que a gente está falando das maiores economias do mundo, nós estamos falando de 85% da economia mundial e dois terços da população mundial. E quando a gente olha para esses dois terços, a gente não pode descontextualizar o que é essa população mundial.

Eu volto num dado que apresentei na minha primeira reflexão, minha primeira intervenção aqui no nosso diálogo, dessa maior geração de jovens da história do planeta. E o fato é que esse conceito pode ser interpretado como bônus demográfico, a maior geração de jovens da história que a gente tem na humanidade. E quando a gente olha para esse bônus demográfico, isso tem muito potencial, porque se essa população tem os seus direitos garantidos, tem acesso à educação de qualidade, tem acesso a uma inclusão produtiva, que enfrenta a precarização da relação de trabalho, que conecta o mundo do trabalho ao processo de aprendizagem, produz uma renda qualitativa para a pessoa jovem e uma série de outros elementos para a conquista e emancipação dessa pessoa jovem, isso representa muito potencial de ganhos econômicos, sociais, de uma sociedade mais pacífica, mais igualitária.

Então, países do mundo que entenderam nesse período de bônus demográfico, que garantiram os direitos da sua população jovem, era importante, fizeram os investimentos certos na hora certa, tiveram grandes saltos enquanto sociedade. O contrário disso é que se você não faz esses investimentos, se não garante esses direitos, você produz, lamentavelmente, quando o tempo passa, uma sociedade envelhecida e empobrecida, você envelhece empobrecendo ao invés de prosperar antes de envelhecer, você perde força de trabalho e uma economia que naturalmente acaba sendo de uma economia menos inovadora, mais dependente da força de trabalho, então você cria contradições sociais, você depende massivamente de forças de trabalho e uma sociedade que envelhece e perde força de trabalho, então uma super dependência dos serviços públicos de saúde, serviços públicos de assistência social, então o ponto é que a forma como a gente vai lidar com os anseios, com os interesses, com os direitos e aspirações dessa maior população de jovens da história da humanidade, vai definir o futuro comum de todas as pessoas, acho que refletindo isso tudo e associado a esse caráter revolucionário e reivindicatório da população jovem, é que surge então o grupo de juventude G20 e que rapidamente conquista sua institucionalidade lá em 2010, então desde 2010 esse grupo tem trabalhado para a construção de consensos e para fortalecer a participação de jovens no G20.

Carlos Alberto Jr.: Muito bem, e o que você poderia comentar sobre a pauta do Y20? Semana passada teve essa reunião inédita entre os grupos de engajamento e a trilha de Sherpas, em que cada um dos três grupos de engajamento apresentou ali, comunicou as suas propostas para que o G20 considere a possibilidade de incorporá-las às declarações finais dos líderes. O que você destacaria das propostas apresentadas pelo Y20?

Marcus Barão: Bom, nós temos cinco temas prioritários e nesses cinco temas, nessas cinco tracks, que nós temos trabalhado o diálogo com as delegações do G20, não só a delegação brasileira. Os cinco temas são os três temas da presidência brasileira, então nós chamamos mudança climática, transição energética e desenvolvimento sustentável, a reforma do sistema de governança global, o combate à fome, à pobreza e às igualdades, e adicionalmente para a juventude a gente também tem, além desses três temas, inclusão e diversidade e a inovação e o futuro do mundo do trabalho. Hoje no Y20 nós temos, cada membro do G20 tem uma delegação de cinco pessoas jovens, cada uma dessas cinco pessoas lidera, pelo seu país ou pelo seu bloco, um desses cinco temas.

As discussões acontecem em tracks e reuniões separadas, por grupos de trabalho para cada um desses temas, liderados esses grupos, então, pela representação da delegação brasileira. No Brasil nós também temos essa delegação que, aliás, foi selecionada de uma maneira muito plural, muito ampla e, historicamente, talvez a mais plural e abrangente, por meio de um edital público, uma relação de 50 candidatos/vaga, só para a gente ter noção. Então, a gente tem trabalhado com essa metodologia, uma metodologia que vai até a nossa Cúpula.

Então, a nossa Cúpula vai acontecer entre os dias 10 e 17 de agosto, no Rio de Janeiro, onde nós receberemos 145 pessoas delegadas dos membros do G20, mais 55 convidados internacionais e outras centenas de jovens. Aliás, na abertura, cerca de 2 mil jovens brasileiros estarão com a gente nesse processo. Então, a gente, com essa metodologia, que nós apresentamos na reunião de Sherpas, que, aliás, é importante fazer essa nota, foi, certamente, um será dos legados da presença brasileira que fica para a África do Sul e, daqui para frente, para o G20, um momento muito importante de encontro formal entre os grupos de engajamento e os Sherpas do G20, num mesmo local, numa mesma sala de reunião, num debate franco e aberto, onde todos os grupos poderão apresentar, então, quais são as suas linhas.

Alguns já com communiqués finalizados, como o T20, do Think Tank, eu vi que a presidenta Luciana participou, vai ter uma edição com ela, isso é muito positivo, é uma pessoa que a gente admira muito. E outros grupos ainda estão em documentos intermediários, como é o do Y20. No nosso caso, a gente ainda está com um documento que nós chamamos de Considerações Iniciais, que é fruto da nossa Pré-Cúpula, que aconteceu em Belém do Pará, com mais de mil jovens do G20, também envolvemos jovens da OTCA, que são os países da região da Amazônia, e jovens do Brasil, com todos os estados do Norte e do Nordeste participando e, ao todo, 21 estados do Brasil presentes nesse nosso encontro.

E esse encontro, mais as reuniões virtuais, produziram esse documento que nós chamamos de Considerações Iniciais, que apresenta o que tem sido discutido dentro dos cinco temas que são prioritários para o Y20. Em agosto a gente chega no documento final, que vai ser então enviado para o Sherpas.

Carlos Alberto Jr.: Me diz uma coisa, como é que é o processo de alcançar o consenso? O G20 funciona por consenso, se todos os integrantes não estiverem de acordo, nada acontece, não há uma votação em cima de uma proposta, quem tiver mais votos leva. Você aponta ou identifica algo que tenha sido mais complexo, tenha tido mais dificuldade em termos de avanço ou de chegar a um consenso, porque são muitos interesses, esses países têm suas características, têm a sua história e nem sempre existe consenso e você tem muito que ceder, né? Consenso, ele passa muito pelo ceder nessas negociações. Tem algum item que você destaque que tenha tido mais dificuldade, o que você poderia comentar a respeito?

Marcus Barão: Olha, o exercício do consenso é muito interessante, mesmo assim, porque, sobretudo para quem não conhece muito do G20 e o método do G20, e de outros espaços também que funcionam tendo consenso como base, a imagem que se tem é que é uma votação, então a maioria ela define, e não funciona assim. Então, para quem não conhece, o consenso é basicamente todo mundo precisa concordar com o que está sendo dito e escrito, e isso é um desafio enorme, que o Brasil é completamente diferente da Arábia Saudita, que é completamente diferente da China, que é completamente diferente dos Estados Unidos, que é completamente diferente da Alemanha.

Então, existem muitas convergências, então as maiores convergências hoje, curiosamente, estão na agenda de mudanças climáticas, transição energética com alguma sensibilidade na relação sobre combustíveis fósseis, mas de maneira muito geral, muita convergência nessa agenda, convergências muito boas na agenda de inovação e futuro do mundo do trabalho. Aliás, também o combate à fome, à pobreza e desigualdades, então o entendimento da importância da proposta da aliança global contra a fome, isso tem sido bastante legal, muito proveitoso, discussões muito qualitativas. Agora, especialmente nas pautas de inclusão e diversidade, que envolve alguma agenda de costumes, nas pautas de reforma do sistema de governança global, que envolvem sensibilidades, porque a gente tem países diferentes, tem países que integram a polaridade do sul global e tem um entendimento sobre, e fazem uma avaliação particular sobre os organismos multilaterais, sobre o Conselho de Segurança da ONU, por exemplo, sobre segurança e paz, sobre a participação dos espaços de tomada de decisão, assim como a gente tem exatamente países que já ocupam esses espaços e, eventualmente, para alguns temas, acabam sendo um pouco mais tímidos e fazem uma reflexão um pouco mais ponderada sobre os caminhos e possibilidades.

O fato é, a gente tem sentido, especialmente na juventude, uma abertura muito grande para conversar sobre tudo, mas com muita responsabilidade, porque a gente sabe que países diferentes têm formações diferentes, têm uma geopolítica diferente, têm uma economia diferente, têm interesses diferentes, e aí o que a gente faz é, num primeiro momento, concentrar muita energia naquilo que a gente converge, porque isso a gente pode vencer, talvez, um pouco mais rápido. Então, a gente converge nisso, então a gente vai chegando nas convergências e a gente vai, eu não vou nem usar a palavra estressando, mas a gente vai construindo mesmo, dialogando, com mais paciência, com mais tempo, sobre temas que, eventualmente, a gente tenha posições divergentes ou posições com perspectivas diferentes. E aí a gente tem, como tarefa, como missão, chegar em agosto, sair dali com uma grande convergência em todos esses cinco temas.

Carlos Alberto Jr.: Bom, deixa eu te fazer uma provocação aqui. Qual é a faixa etária do pessoal do Y20?

Marcus Barão: Excelente.

Carlos Alberto Jr.: Ou não tem um limite, ou assim, você é jovem até quando você se sentir jovem.

Marcus Barão: Olha, tem aqueles e aquelas que defendem que a juventude é um estado de espírito, né? Eu acho que, filosoficamente, eu até posso acreditar nisso, realmente, tem pessoas que têm e carregam para o resto da vida um espírito jovem, mas aqui a gente está falando de juventude da perspectiva populacional. Então, há um recorte de um segmento da sociedade e esse recorte, ele se sustenta na lógica populacional e na lógica populacional a gente tem um recorte etário. No Brasil, especificamente, nós temos uma lei e essa lei é a Lei 12.852 de 2013, que ela é chamada de Estatuto da Juventude.

Então, o Estatuto da Juventude, ele estabelece como jovem, a pessoa jovem, quando ela está numa idade entre os 15 e 29 anos. Então, se ela tem 15 a 29 anos, ela é considerada uma pessoa jovem no Brasil. Mas esse é um conceito, não só da perspectiva populacional, mas sociológica, que é um conceito que é volátil.

Então, por exemplo, para a Organização Internacional do Trabalho e para os sindicatos, jovem pode ser até 35 anos. Assim como na União Africana, e a gente está falando de 54 países do mundo, existe uma Carta da Juventude Africana, que seria o análogo ao nosso Estatuto da Juventude, é até 35 anos também. Mas, até recentemente, para a Unesco, para o Unicef, era até 24 anos.

Então, esse é um conceito que, no mundo, ele tem contornos diferentes. No Brasil, nós temos uma lei e é até 29 anos. Mas, no G20, nós consideramos jovens de 15 a 35, mas nós trabalhamos com jovens de 18 a 35.

Carlos Alberto Jr.: E você é jovem em qual desses recortes aí?

Marcus Barão: Eu sou jovem no recorte do G20, da OIT, da União Africana. No Brasil, eu já não sou mais jovem. No Brasil, eu já sou um jovem adulto que trabalha com jovens.

Carlos Alberto Jr.: E você tem quantos anos, então?

Marcus Barão: Eu tenho 33, vou fazer 34.

Carlos Alberto Jr.: Mais dois anos só, hein?

Marcus Barão: Exatamente.

Carlos Alberto Jr.: Então, deixa eu te perguntar o seguinte, vocês jovens, que têm até 35 anos pelo conceito, pelo recorte do G20, daqui a alguns anos, vamos pegar também os 18, 19 anos, vamos supor, daqui a 10 anos, vocês estarão aí, de repente, tem um Sherpa entre vocês, vai ter um diplomata, vai ter um ministro de alguma coisa. Pelos debates que você participou ao longo desse ano da presidência brasileira no G20, você acha, ou você diria, ou você arriscaria dizer que teremos um mundo melhor pelo tipo de debate? Estamos caminhando numa direção interessante em relação às ideias que foram apresentadas aí pelos seus co-parceiros aí de G20, de Y20?

Marcus Barão: É realmente, assim, muito inspirador. Eu, particularmente, adotei, abracei a agenda de juventude como a causa da minha vida. É o que eu faço, realmente, desde os meus 15 anos de idade e pretendo continuar trabalhando com a população jovem, porque eu acredito que aí tem um desafio importante para a humanidade, mas eu acredito muito mesmo nessa agenda. E uma das grandes coisas é que a gente sempre sai muito inspirado no diálogo com essa juventude.

A gente ter a oportunidade de ouvir uma jovem de Singapura, e aí depois um jovem da Nigéria, e a gente ouvir a delegação da Reunião Africana, e a gente vê tanta qualidade. São pessoas tão jovens, comparadas com outras pessoas com tão pouco tempo de vida, mas tão inteligentes, tão comprometidas, com profundidade das reflexões, com profundo entendimento daquilo que estão falando, com trajetórias que são inspiradoras. Isso, sem sombra de dúvidas, nos enche de energia, nos deixa muito confiantes sobre a qualidade daquilo que está sendo produzido.

Realmente, você participar de uma reunião dessa, você sai assim muito bem impressionado, muito bem impressionado mesmo, com a qualidade. Agora, certamente, isso também extrapola as fronteiras de Y20 na presidência brasileira, o G20 como um todo, e a gente também fica inspirado nessa linha, Carlos, que você traz como provocação. Poxa, em contato com essas juventudes, você acredita que o mundo pode ser um lugar melhor? Com certeza.

Qual é o grande desafio? A gente precisa, de um lado, continuar fortalecendo os mecanismos de participação, para que essas pessoas jovens tenham um lugar à mesa de tomar a decisão real, que não seja virtual, fictício, porque isso é muito importante, isso forma quadros, isso cria possibilidades e transforma o potencial em potência. Tem diferença dessas palavras. Potencial é uma coisa que pode ser.

A potência, ela concretizou o potencial. Acho que essa é uma coisa que a gente precisa fazer e é uma das grandes reivindicações do Y20, o fortalecimento dos mecanismos de participação nas tomadas de decisão e na influência daquilo que é discutido em espaços como o G20, nos organismos internacionais, nas plataformas de consertação internacional. A outra, a gente precisa de financiamento e precisa mesmo de garantia, de processo de formação desses quadros jovens, para tornar as oportunidades mais equânimes, senão a gente cria espaços que são extremamente elitizados, quer dizer, quem é que pode ficar viajando o mundo? Quem é que pode aprender outros idiomas? Então, a gente tem um monte de jovem que vive todos os dias nas periferias, uma série de violações de direitos e que são tão brilhantes quanto qualquer jovem de qualquer grande universidade do planeta.

São tão brilhantes, têm tanto potencial, tantas ideias quanto, e já fazem muitas vezes isso nos seus territórios, usando a sua criatividade para sobreviver a um contexto de desigualdade, de violência, de vulnerabilidade social. Então, garantir financiamento e garantir também o processo de formação, reduz as desigualdades e cria plataformas para que essas pessoas jovens possam participar. Então, tudo isso é muito importante e a gente precisa entender também que tem um grande desafio, muitos líderes que estão postos hoje, muitos dos Sherpas que estavam lá, eu conversei depois no cocktail, começaram a atuação nas juventudes e a vida lamentavelmente é dura, e ela vai minando os nossos sonhos.

Então, a gente precisa continuar acreditando, a gente precisa continuar sonhando, a gente precisa mesmo preservar as nossas utopias, porque são essas utopias que empurram a sociedade para além da comodidade, mesmo que seja violenta, mas há uma comodidade, do que o status quo, elas empurram a gente desse lugar para um lugar novo e melhor.

Carlos Alberto Jr.: Eu queria voltar a um ponto interessante que você falou, você mencionou a questão do trabalho, o mundo do trabalho está numa mudança tremenda, inteligência artificial, uberização, como é que esse tema está no debate da agenda do Y20 em termos de emprego? Será que daqui a dez anos vocês vão ter trabalho? Todo mundo vai ter que aprender a escrever código para conseguir um trabalho em inteligência artificial e hoje você tem essa expressão, que já virou meio um vocabulário mesmo, uberização da economia, as pessoas trabalhando cada vez mais, com cada vez menos direitos e achando que é um empreendedor, que não tem que ter sindicato, que não tem que ter um organismo, um órgão que defenda os direitos, porque você vai negociar o salário com uma grande empresa, com um conglomerado, qual é a paridade que há nessa negociação? Você precisa de dinheiro para comer e o cara está ali decidindo se vai te dar uma chance ou não de ganhar menos, e se você não quiser tem milhares de pessoas ali para assumir o seu lugar ganhando menos, inclusive, como é que esse tema do trabalho atravessa o debate do Y20?

Marcus Barão: Esse é um tema central, a taxa de desemprego entre a população jovem, por exemplo, aqui no Brasil e em vários países do mundo, atingiu patamares assustadores, muitas vezes atinge mais que o dobro da taxa média da população geral, e isso é muito ruim, acaba sendo de certa maneira natural, porque a gente está falando de uma parcela da população saindo de um período concentrado na escola e tentando se inserir no mundo do trabalho, com menos experiência, mas existem políticas para isso, políticas de primeiro emprego, políticas, por exemplo, da lei da aprendizagem, que é uma política muito importante, que precisa ser fortalecida no Brasil, e por todo o segmento da sociedade, não é só da gestão pública, as empresas também têm que fazer, o que acontece é que, na verdade, muitas empresas, por exemplo, preferem pagar multa do que ter jovem aprendiz, que é muito maluco, tudo isso se soma a um contexto de transformação acelerada da sociedade e um contexto naturalmente de sistema econômico, que não favorece, na minha opinião, as pessoas, favorece o próprio sistema, com tudo isso a gente acaba chegando para além do desemprego e dessas complexidades da entrada no mundo do trabalho, na permanência dele, toda a relação da precarização da relação de trabalho, a pejotização, que não é o empreendedorismo, então até é importante distinguir o empreendedorismo, é uma coisa muito importante, e economicamente, isso tem muitas evidências que apontam a importância do empreendedorismo, sobretudo para a população de baixa renda, mas não é isso, o empreendedorismo não é isso, é essa pejotização que a gente fala aqui no Brasil.

Carlos Alberto Jr.: O motorista de Uber não é um empreendedor, tem que ficar claro nisso.

Marcus Barão: Não é um empreendedor, na verdade, ele é um…

Carlos Alberto Jr.: Trabalhador precarizado.

Marcus Barão: É, um funcionário que, na verdade, não está incluído na CLT por uma brecha da legislação.

Carlos Alberto Jr.: E que a empresa não reconhece como funcionário.

Marcus Barão: Não reconhece como funcionário. E tem todas as complexidades disso, porque aí, ao mesmo tempo, também é uma oportunidade de trabalho para o cara, mas aí ele se coloca numa relação imprecária por conta do que você falou, mas se eu não fizer isso, alguém vai fazer e eu vou ficar sem. Então, daqui a dez anos, vai ter trabalho? Trabalho, acho que vai ter, sempre vai ter, porque as pessoas precisam de renda. O que não vai ter é emprego, talvez. Quando eu falo emprego, eu estou falando…

Carlos Alberto Jr.: Qual é a qualidade desse trabalho?

Marcus Barão: Exatamente, exatamente. Então, trabalho vai ter, mas e o emprego, né? E a segurança do trabalhador, né? Da trabalhadora. Eu acho que tudo isso aí é importante, por isso essa discussão da inovação do futuro do mundo do trabalho. O futuro do mundo do trabalho é esse. Que futuro do mundo do trabalho que a gente quer? E aí, no contexto global, a gente ganha também várias outras questões, como a transformação digital, inteligência artificial.

Tudo isso apresenta muito potencial, mas, ao mesmo tempo, se não é tratado com seriedade como política e com agenda econômica também, dentro até, inclusive, de um pacto social. É importante destacar, inclusive, o Ministério do Trabalho construiu uma iniciativa importante com o Unicef e com muitos outros parceiros do setor produtivo, que chama Pacto pela Inclusão Produtiva de Jovens. Então, isso é muito importante.

Por que o Pacto pela Inclusão Produtiva de Jovens? Porque não vai ser o governo que vai resolver, mas também não é a empresa que resolve só e também não é o setor social que resolve. Cada setor da sociedade vai precisar cumprir um papel de assumir um compromisso e entender que, se não houver um pacto social em torno dessa agenda, o que a gente vai fazer, porque é a tendência do capital, é avançar na precarização da relação de trabalho, que vulnerabiliza essa população jovem, mas a miopia dada pela ganância e urgência do presente, acaba não nos permitindo enxergar que é o que a gente está fazendo, é condenar o futuro. Fazendo isso, a gente condena o futuro.

Então, o que a gente precisa fazer? Um pacto agora, que apresente perspectivas para a população jovem, que tenha financiamento, que tenha investimento, que tenha compromisso dos diferentes segmentos da sociedade, para que a gente consiga ter, de fato, um futuro do mundo do trabalho que seja benéfico para todas as pessoas.

Carlos Alberto Jr.: A mesma coisa, o Y20 se preocupa, por exemplo, é uma expressão que já existe há alguns anos, nem sei se ela continua sendo usada da forma como eu imagino, que é a geração nem-nem, né? Nem estuda, nem trabalha. Porque quando a gente entra nesse debate de juventude, parece assim, estamos discutindo um futuro, mas a partir de uma perspectiva de quem já está numa vida estável, tem família. Quem está na periferia, quem não tem emprego e não está sujeito a assédio de tráfico de drogas e vai se tornar um pequeno traficante, esse tipo de situação é algo que está também no guarda-chuva do Y20 em termos de discussão, que preocupação vocês têm com esse pessoal?

Marcus Barão: Com certeza, na verdade, a gente até, inclusive, na reunião do Pará, que nós tivemos, a Pré-Cúpula de juventude, no meu discurso final, eu fiz uma fala que era basicamente o seguinte, um momento importante da fala, aquilo que nós estávamos fazendo ali, ele era importante não só para as nossas trajetórias individuais, só que não é sobre uma jornada do herói, do Joseph Campbell, não é sobre a minha trajetória, é sobretudo a partir das trajetórias de quem não consegue acessar aquele espaço, é principalmente para quem não acessa aquele espaço, é para a população jovem, periférica, a população que sofre todos os dias as diferentes formas de violência, as violações de direito, a população jovem, aquela juventude que nem sequer sabe que existe o G20 e que estão lutando por outra coisa, não é para discutir no espaço internacional, estão lutando para ter o alimento do dia, estão lutando para não ter que abandonar os estudos, estão lutando para ter que sobreviver, para permanecer vivo, então eu falei nesse discurso final sobre o tamanho da importância que esse trabalho que nós fazemos, ele tem, qual é o tamanho dele? Ele é enorme, porque ele é sobre bilhões de pessoas, no caso do G20 a gente está falando de bilhões de pessoas que são empobrecidas, que estão vulneráveis no processo, a partir disso a gente tem concentrado as nossas discussões nesse olhar, como que a gente inclui, e por isso inclusão e diversidade, por exemplo, acaba sendo um tema muito transversal, o combate à fome, à pobreza e à desigualdade, ou quando a gente discute mudanças climáticas, transição energética, discute por exemplo o racismo e a justiça ambiental, financiamento para adaptação e mitigação, a gente está falando exatamente dessas pessoas, dessas pessoas que não vão sentar em um espaço de negociação lindo, com plantas, vão depois para um coquetel, olhando para uma praia, não vão para isso, as pessoas não vão, elas teriam o direito de fazer isso, mas elas não vão acessar por conta de um contexto social que assola o planeta inteiro, das desigualdades e que empurra a maior parte da população para a extrema pobreza, então sim, isso está no centro e está no centro de todos os debates, não só nos discursos políticos, mas em todos os debates, nas nossas recomendações, esse é o coração do que tem sido discutido.

Carlos Alberto Jr.: Muito bem, Marcus, a gente está chegando aqui para o final. Vou te fazer uma última pergunta, que é sobre um tema que eu acho muito fascinante e tem a ver com uma expressão bacana, sul global. Os jovens do sul global estão numa consonância em relação à agenda que precisa ser discutida e aí tem que ter uma interação com o norte global. A gente falou da reforma da governança global, que é um dos três eixos da presidência brasileira. Porque os países que já estão no Conselho de Segurança, os cinco com poder de veto, eles não querem mudar. Por que eu vou abrir mão do poder que eu tenho? Então, essa reforma da governança é um processo também muito importante de ficar martelando no sentido de, olha, eu preciso chegar. Eu até gosto de usar o exemplo, até a Igreja Católica está fazendo um rodízio, colocou um papa argentino, sul-americano e latino-americano. Quando é que as instituições vão também entrar e perceber isso? Alguém do Ministério da Fazenda comentou comigo que a entrada da União Africana no G20, por exemplo, aumentou, eu posso errar um pouquinho em termos de percentual, mas os participantes dos países do G20 e também do sul global, nos bordes, nos conselhos de administração dessas instituições financeiras multilaterais, chega a quase 90%.

Quando você controla o borde, você consegue mudar o estatuto e fazer. Por que o presidente do Banco Mundial é sempre um americano? Por que o gerente geral do FMI é sempre um europeu? Não é possível que isso continue, né? Então, como é que esse debate de sul global, existe uma articulação dentro do Y20? Existe essa preocupação da gente do sul global ter que levar, de fato, empurrar a nossa agenda nesse diálogo com o norte global? Como é que isso se dá?

Marcus Barão: Esse é um tema muito urgente. Tem uma máxima. Eu lembro que, especificamente no ano de 2012, eu coordenei a conferência mundial de uma organização de juventude internacional, porque eu fui o coordenador mundial dessa organização, e aí nós fizemos a conferência, e eu lembro que uma das coisas que a gente falava muito nessa conferência: é insanidade fazer a mesma coisa ou as mesmas coisas e esperar resultados diferentes. Está evidente que a gente precisa mudar a forma como a gente faz as coisas no mundo. Então, a gente precisa melhorar a questão e o debate da segurança e paz. A gente precisa de paz no mundo, a verdade é essa. E eu não falo fugindo da linha pragmática. A gente sabe como funcionam as coisas, mas a gente precisa defender e promover a manutenção da paz no mundo. Porque, geralmente, quem sofre são aquelas pessoas que não têm nada a ver, nada a ver com tudo isso, sabe? A gente precisa mudar a forma como a gente produz e como a gente consome.

Isso tem esgotado o planeta, isso tem produzido novas formas de violência que, cada vez mais, têm se tornado recorrentes. Olha o que aconteceu no Rio Grande do Sul. A gente não pode normalizar isso, sabe? Não pode normalizar isso.

Porque quem tem dinheiro sofre também, mas consegue sair do Rio Grande do Sul, sabe? Vai comprar um apartamento, uma casa em outro lugar. Vai ter sua vida afetada. Eu não estou dizendo que não tem sua vida afetada. Mas a maior parte da população que não tem esse dinheiro não tem condições de lidar com isso. Sofre, morre, pega, sabe? Leptospirose, por exemplo, que é uma coisa inimaginável. E morre por doenças que, em tese, a gente já tem ciência suficiente para não morrer. Poxa, a gente achar que... A gente saber que tem pessoas que não vão conseguir comer hoje, sabe? Não vão comer hoje.

Então, a gente não pode normalizar essas coisas. Não pode. Isso tem que gerar revolta coletiva. E a gente sabe que isso acontece tanto que vai criando uma sensação de anestesia. A gente não pode esquecer que isso existe no mundo. Precisamos mudar a forma como a gente faz as coisas.

E se a gente continuar fazendo as coisas da mesma maneira, as coisas não vão mudar. Eu acredito nas pessoas. Eu sou uma pessoa até…

Carlos Alberto Jr.: Você é um romântico, né? Um sonhador.

Marcus Barão: Eu sou um romântico, Carlos. Eu sou romântico.

Carlos Alberto Jr.: O último romântico.

Marcus Barão: É, eu acho que não o último.

Carlos Alberto Jr.: Não. Só que não, né? Ainda bem que não.

Marcus Barão: Ainda bem que não. Graças ao bom Deus, nós temos muitas outras pessoas que compartilham esse romantismo da utopia. Mas eu acredito nas pessoas.

Mas as pessoas não têm como agirem de fora daquele que é o contexto delas. E a gente tem... A maior parte da população está no sul global. Todos os países em desenvolvimento estão no sul global.

O bônus demográfico do planeta está no sul global. O norte global é mais envelhecido e sofre sérios problemas demográficos. Hoje, a própria discussão da migração ganha um novo contorno, até para a União Europeia.

Então, passa... O debate ganha assim... Tirando o radicalismo, né? De um certo campo político dos países da União Europeia. Mas ele deixa de ser só uma questão de problema social, como foi visto durante muito tempo por muita gente, ainda é. Mas como a solução, né? Eu lembro que em Portugal, anos atrás, eu estava na Universidade do Porto. A gente estava em um seminário e a discussão era sobre trabalho, sobre emprego.

E aí, uma pesquisadora apresentou um estudo que o título era Política migratória e a sustentabilidade da nação portuguesa. Porque Portugal já chegou numa realidade demográfica em que hoje morre mais gente do que nasce, né? Tem pouco menos de 11 milhões de pessoas e a projeção populacional de portugueses e portuguesas para 2050 é de 7 milhões. Então, uma redução de pouco mais de 3 milhões de pessoas.

Hoje, a população de Portugal jovem é menor que 10% da população. Então, por exemplo, Portugal precisa discutir uma política migratória, porque, na verdade, ela sofre, inclusive hoje, com o fluxo inverso. Tem um dos menores salários mínimos da União Europeia, que agora até aumentou, mas ainda é um dos menores.

E os jovens de Portugal, aí também com todo o acesso que o Erasmus promove para eles, de intercâmbio estudantil, saem de Portugal para ganhar melhores salários em outros países da União Europeia. Então, tem essa fuga de talentos. Então, o norte global, via de regra, é mais envelhecido.

Então, o futuro do mundo, ele está na sua demografia também. Isso passa pelo sul global. Então, a gente precisa mesmo pensar em reformar de uma maneira muito estratégica, diversificar quem ocupa os espaços de tomada de decisão.

Vê aí a importância da presidenta Dilma lá na presidência do Banco do Brix, quanto que o Banco do Brix não alavancou. Quem está acompanhando o Banco do Brix, vê superávit, bastante coisa importante acontecendo. De fato, nas instituições financeiras, nos grandes bancos, nos organismos internacionais e o próprio mecanismo de participação em tomada de decisão.

Não tem como você ter países com bilhões de pessoas ou espaços como a própria União Africana, com 54 países, que deixam de ocupar um espaço prestigiado para ocupar um espaço secundário nesse espaço de tomada de decisão. Então, acho que isso vai ser muito importante. Essa é uma discussão corajosa que o Brasil tem feito.

O último discurso que ouvi do ministro Mauro sobre isso no G20 foi um discurso corajoso, inteligente, porque não é um discurso que ofende, muito pelo contrário. A diplomacia brasileira tem essa capacidade de construir um bom diálogo, uma boa narrativa, mas corajoso na defesa daquilo que precisa ser defendido. Então, acho que passa por aí.

Carlos Alberto Jr.: Muito bem, Marcus. Chegamos ao final desse episódio. Os temas são superinteressantes e tanta coisa mais para falar, mas eu aproveito para deixar o convite aqui para as pessoas entrarem no site do G20, porque lá na página dos grupos de engajamento tem o link do Y20 com várias informações. Tem algum outro local que as pessoas possam buscar informações sobre a atuação do Y20?

Marcus Barão: Sim. Hoje, na verdade, nós temos utilizado a página, que é uma página simples, não é nem uma página com muito conteúdo, no site do G20, porque nós vamos lançar o site do Y20.

Carlos Alberto Jr.: Cujo link estará na página do G20.

Marcus Barão: Exatamente.

Carlos Alberto Jr.: O Y20 no G20 vai ser a porta de entrada ou entra diretamente. Quando é que vai sair esse site?

Marcus Barão: Vai sair agora, em julho. A gente está aguardando a confirmação da data, mas sim, a gente vai continuar com a nossa página no site do G20, como os outros grupos de engajamento também têm feito. A gente acha isso muito importante. Mas vamos lançar a nossa página. Também vamos lançar as redes sociais do Y20 concentradas na nossa Cúpula, que vai acontecer em agosto. Então, fiquem atentos aí. Mas por hora, para entrar em contato oficialmente com o Y20, acessar o e-mail, a gente por e-mail: y20@y20brasil, e a gente optou por ser Brasil com s, que é como a gente fala em português, então, y20@y20brasil.org. E ali você consegue falar com a gente também, tá bom? 

Carlos Alberto Jr.: Marcus, eu agradeço demais a sua participação aqui, e vamos marcar em breve outras conversas, porque o tema avança. A fila vai andando. Vocês não vão deixar de ser jovens. Você ainda tem dois anos de juventude. Mas fica mantida aí a fagulha, o espírito. Cara, obrigado pela entrevista, e até a próxima.

Marcus Barão: Eu que agradeço. Agradeço muitíssimo. Não só em meu nome, mas de toda a equipe do Y20, a nossa delegação. E queria parabenizar o trabalho que vocês estão fazendo. Muito legal. E sejam mais do que confirmados. Não vou nem falar convidados para a nossa Cúpula de Juventude G20. Viu, Carlos?

Carlos Alberto Jr.: Estaremos lá. Grande abraço.

Marcus Barão: Um abraço.

Carlos Alberto Jr.: Essa foi a entrevista que eu, Carlos Alberto Júnior, fiz com o Marcus Barão, presidente do Y20.

Se você gostou, compartilhe com seus contatos, nas suas redes sociais. Indique para alguém que você acha que pode se interessar pelo assunto. Eu também te convido a acompanhar o site e a seguir as redes sociais do G20.

Todo dia tem um monte de reportagens, publicações e vídeos interessantes sobre tudo o que acontece no G20. E você sabia que o site do G20 tem uma página chamada Kids20, em que estudantes da rede pública de vários estados e municípios cobrem e produzem conteúdo sobre o G20 a partir da perspectiva deles? Pois é, vale conferir. Esse e todos os outros links estão nas informações do episódio.

Obrigado pela companhia e até o próximo Pod20 Brasil.

































































































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